Pular para o conteúdo principal

Brasil perde para Holanda e fica em má situação no Mundial

Crédito foto - FIVB

A derrota para a Holanda – uma equipe sem pretensões maiores no torneio – na tarde de hoje (15) por 3 a 1 (20 x 25, 20 x 25, 20 x 25 e 21 x 25) pode custar caro à seleção brasileira no Mundial masculino de vôlei. Não que ela venha custar a vaga para a próxima fase, mas pensando que uma melhor colocação conseguida nesta primeira etapa conduz a um grupo menos difícil e o número de vitórias e derrotas será levado para a sequência do torneio, a trajetória brasileira fica mais complicada.

O Brasil convidou a Holanda para fazer uma série de três amistosos em agosto. Foram três vitórias e apenas um set perdido. Em vez de o retrospecto pesar favoravelmente aos brasileiros, parece que a série serviu para que os holandeses estudassem a forma de bater a seleção campeã olímpica quando a disputa valesse; enquanto de nosso lado a “armadilha” (como disse Lipe ao final do jogo) foi de que bastaria repetir a fórmula que deu certo no mês passado. Jogando taticamente de modo a dificultar a recepção brasileira e marcar eficientemente as principais jogadas e atacantes brasileiros, os holandeses encontraram um Brasil absolutamente sem criatividade.

Wallace saiu, Evandro não fez o suficiente. Lipe saiu e voltou, Douglas não esteve bem, também saiu – talvez um pouco tarde. Bruno saiu, William sofreu para bloquear os altos holandeses. Lucas Loh entrou, saiu, voltou à quadra novamente, nada! Maurício Souza substituiu Isac, mas pouco bloqueou e menos ainda atacou. Tivemos Kadu, Lipe... Thales esteve inseguro e improdutivo. A verdade é que o time esteve longe de ser o mesmo da vitória contra a França e do que é necessário para ser campeão. Os holandeses, que não venciam o Brasil havia 52 anos em Mundiais, comemoraram perguntando: “isso está realmente acontecendo?”, pelas palavras do atacante Van Garderen.

O jogo contra o Canadá na segunda-feira (17) passa a ser importantíssimo. Uma nova derrota pode levar o Brasil à terceira ou quarta colocação do grupo, a um enfrentamento muito mais difícil na próxima fase e a uma chance mínima de avançar à etapa seguinte.

Na rodada, alguns resultados importantes para a futura definição da ordem de classificação dos grupos: Eslovênia 3 x 2 Bélgica, Itália 3 x 1 Argentina e Polônia 3 x 1 Finlândia. Uma partida em especial, Estados Unidos e Rússia – já que pode muito bem ser a final do Mundial – terminou 3 a 1 para os norte-americanos. Outros três resultados previsíveis completaram o sábado: Sérvia 3 x 1 Tunísia, Irã 3 x 1 Cuba e Canadá 3 x 1 China.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resposta ao texto "Eu não gosto de vôlei", em Blog do Menon

Caro, Menon, Em seu post de hoje, você despertou uma boa dose de ira dos apaixonados pelo vôlei. No papel de comentarista e técnico do esporte, acho-me no direito de entrar na discussão, não para atacá-lo – como alguns fizeram –, afinal defenderei sempre o direito à opinião e à expressão das preferências particulares, sejam elas quais forem. Mas ultimamente as pessoas têm se valido de justificativas apressadas para fundamentar seus desgostos. Pela pouca familiaridade com o objeto de desagrado, acabam sendo superficiais e equivocados. Vou me ater a pontos que considero pouco plausíveis em sua busca por tentar explicar porque não gosta de vôlei e me abster de comentar outros que se referem a opiniões e pontos de vista próprios. Primeiramente, o fato de o vôlei ter campeonato todo ano. A Liga Mundial é talvez o quarto torneio entre seleções em importância no calendário internacional, por isso é anual. Antes dela, há os Jogos Olímpicos, o Campeonato Mundial e a Copa do Mundo, ...

Negros e negras no voleibol olímpico brasileiro – uma análise sociodesportiva

Negros e negras no voleibol olímpico brasileiro – uma análise sociodesportiva Carlos Eduardo Bizzocchi Este breve ensaio não pretende de maneira nenhuma esgotar o assunto tampouco se aprofundar num tema que exigiria conhecimentos mais sólidos sobre sociologia ou etnografia e também uma pesquisa mais ampla. Ele é, de certo modo, um convite à discussão sobre o preconceito racial e sobre o efetivo papel inclusivo do esporte. O futebol brasileiro começou a romper a barreira da exclusão racial já na década de 1920 e, em pouco tempo, várias agremiações com negros e brancos dividiam espaço nos campos e espaços públicos. Na Copa do Mundo de 1954, a divisão étnica entre os titulares era quase meio a meio. Enquanto isso, o voleibol do país fechava-se dentro de clubes tradicionais, redutos conservadores e particulares, sob regimentos internos ainda impregnados do preconceito racial sobrevivente de uma abolição da escravatura que completava pouco mais de meio século. Aceito ...

Voleibol - A excelência na formação integral de atletas

Transcrevo abaixo trechos da apresentação e da introdução do livro  Voleibol - A excelência na formação integral de atletas para que os interessados possam ter uma ideia de seu conteúdo. O livro já está à venda em  https://www.manole.com.br/voleibol-a-excelencia-na-formacao-integral-de-atletas-1-edicao/p  Apresentação Este livro é destinado a profissionais do Esporte e da Educação Física e treinadores de voleibol que: Pretendam implementar um programa de formação continuada de atletas de alto desempenho em voleibol dentro de instituições de ensino, clubes, empresas, centros esportivos, municípios, projetos socioesportivos etc.; e/ou  Desenvolvam trabalhos com escolinhas de esporte ou categorias iniciantes; e/ou Treinem equipes competitivas de base; e/ou Ministrem aulas de voleibol em escolas, clubes ou outras instituições; e/ou Sejam professores de Educação Física da rede de ensino, em especial dos ensinos funda...